Saúde
02/09/2025
O secretário municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, afirmou hoje (2) que vai denunciar o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed) ao Ministério Público.
Segundo ele, o sindicato teria orquestrado um movimento para esvaziar unidades de pronto-atendimento no mesmo dia em que começou a valer um contrato emergencial de R$ 208 milhões com novas empresas médicas.
“O que complicou foi esse movimento deliberado, no mesmo dia que se inicia a transição, vir o movimento orquestrado desse, para tentar desestabilizar as empresas vencedoras”, disse.
A greve deflagrada pelo Sinmed deixou usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) sem atendimento em vários pontos da capital.
Na UBS do Alecrim, filas se formaram para marcação de consultas e exames; na UBS São João, no Tirol, faltaram médicos; e na UPA da Cidade da Esperança, apenas um pediatra atendeu pela manhã, gerando superlotação.
O secretário afirma ter provas de coação contra médicos, incluindo “prints, conversas, tentativas de coação com os médicos”.
O Sindicato dos Médicos acusa a Prefeitura de manter contratos precários e desrespeitar a Lei de Licitações. Já a Coopmed, cooperativa que prestava serviço sem contrato formal desde 2023, rebateu as declarações de Pinho.
Em nota, a entidade disse nunca ter deixado escalas descobertas mesmo com atrasos de pagamento e apontou que a ausência de contrato é responsabilidade exclusiva da gestão municipal.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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