Política
27/03/2026
Um observador ficou com uma pulga — e das grandes — atrás da orelha ao saber que a governadora Fátima Bezerra sancionou as novas regras para a sucessão no Executivo potiguar.
O texto foi aprovado na Assembleia Legislativa para o caso de dupla vacância no governo.
— Se ela fica, por que sancionar essa lei? — indagou, desconfiado.
O episódio do Republicanos desagradou bastante o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira de Souza.
Por conta disso, há quem veja uma possibilidade de retomada de diálogo entre a petista e o parlamentar.
Perguntar não ofende:
— Haveria confiança entre Fátima e Ezequiel após a aproximação do parlamentar com o bolsonarismo?
Como, em política, nada é impossível, tem gente apostando numa reviravolta do cenário.
Eu, particularmente, não acredito. Esse jogo está jogado.
Fátima Bezerra já comunicou que permanecerá até o fim do mandato, indicou Samanda Alves como sua substituta na pré-candidatura ao Senado e caiu na estrada para entregar as obras da gestão — enquanto defende a reeleição de Lula à Presidência e o nome de Cadu Xavier ao governo.
Dito isso, não custa nada colocar o ouvido no chão para entender os últimos movimentos da janela partidária e o prazo final da desincompatibilização.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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