Política
13/02/2026
Desde a Operação Mederi, que investiga fraudes na saúde em Mossoró e em outros municípios da região Oeste, o prefeito Allyson Bezerra virou o alvo preferencial dos ataques da base governista.
Podemos listar uma série de motivos para explicar tal estratégia:
1 — Allyson lidera as pesquisas eleitorais desde o ano passado.
2 — Walter Alves, vice-governador, além de não assumir o governo, apoiará Allyson na eleição de outubro.
3 — Zenaide Maia, senadora e aliada histórica do PT, também preferiu se alinhar ao prefeito de Mossoró.
4 — Outras lideranças políticas seguem a mesma tendência: o deputado Hermano Morais foi indicado para vice de Allyson, e a prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida, cortejada para compor com Cadu Xavier, optou pelo colega mossoroense.
Poderia desfiar um rosário de lamentações e frustrações do grupo governista contra o político do chapéu de couro.
Mas me parece que a principal tática do PT é tentar derrubar Allyson Bezerra para chegar ao segundo turno da eleição e enfrentar Álvaro Dias, candidato do bolsonarismo.
Os petistas desejam repetir a polarização já estabelecida no plano nacional — de um lado, os lulistas; do outro, os bolsonaristas.
Para isso ocorrer, o “prefeito toc-toc”, segundo Raimundo Alves, articulador de Fátima Bezerra, precisa cair em desgraça.
O embate “trabalho versus honestidade” vem ganhando adeptos nesta fase de pré-campanha.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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