Economia
30/06/2026
Viajar de avião pelo Brasil ficou mais pesado para o bolso. O preço médio do bilhete doméstico bateu R$ 632,53, registrando avanço de 11,2% na comparação anual.
Os dados foram consolidados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O levantamento serve como termômetro e reflete os valores cobrados pelas companhias antes das taxas aeroportuárias.
A agência reguladora aponta o preço do QAV (Querosene de Aviação) como o principal motor desse encarecimento. O insumo responde por quase metade dos custos operacionais das empresas de aviação.
Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que o combustível saltou 68,5% em 12 meses. Conflitos internacionais no Oriente Médio ajudaram a inflacionar a cotação do produto.
Apesar do cenário de alta, o mercado ainda oferece opções mais em conta para os passageiros. Praticamente metade das passagens comercializadas (49,1%) saiu por menos de R$ 500.
No topo da tabela, os bilhetes de luxo ou de última hora pesaram mais. As tarifas acima de R$ 1.500 corresponderam a apenas 5,4% do total de assentos vendidos.
Mesmo com o susto na hora de pagar, os aeroportos registraram grande fluxo de passageiros. O setor movimentou 8,319 milhões de clientes, uma evolução de 1,9%.
Latam e Gol puxaram esse crescimento e ganharam mais mercado no período. Já a Azul enfrentou turbulência e viu seu volume de clientes recuar 5,9%.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
ver mais
Receba notícias exclusivas