Justiça
02/09/2025
A defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, informou hoje (2) que o tenente-coronel pediu baixa do Exército por não ter mais “condições psicológicas” de permanecer na carreira.
A declaração foi feita durante sustentação oral na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, onde acontece o julgamento da ação penal da trama golpista.
O advogado Jair Alves Pereira afirmou que a pressão pública e o desgaste emocional após a delação premiada levaram Cid a abandonar a vida militar.
“Ele literalmente perdeu a carreira, afastou-se da família e amigos. Pediu baixa porque não tem mais condições psicológicas de permanecer como militar”, disse.
Segundo a defesa, Cid “perdeu tudo” ao colaborar com a investigação e, por isso, deveria receber os benefícios pactuados.
O advogado também justificou contradições nos depoimentos do militar à Polícia Federal, alegando que foram reflexo do abalo emocional.
“Algumas escorregadas podem ocorrer, mas nunca comprometendo o acordo de delação”, completou.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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