Rogério Marinho diz a Fachin que novo Senado ‘não será omisso’ sobre impeachment de ministros do STF

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Rosinei Coutinho/STF
Ministro Edson Fachin recebeu o senador Rogério Marinho em audiência no gabinete da presidência do STF.

Política

06/10/2026

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (6) ter dito ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que o Senado, na próxima legislatura, “não será omisso” diante de eventuais pedidos de impeachment de ministros da Corte.

"Deixamos claro que, na hora em que houver algum crime de responsabilidade por ministro do STF, o Senado não vai se omitir", afirmou Marinho após reunião com Fachin.

Segundo o senador, a campanha de Flávio não tem “espírito de vendeta”, mas defende o cumprimento das regras constitucionais. Marinho considera que o Senado atualmente é omisso por não analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.

Ele também defendeu mudança no regimento da Casa para que esses pedidos sejam encaminhados imediatamente à Procuradoria do Senado e tenham tramitação independentemente da decisão do presidente da Casa.

"Não temos vingança, mas não há omissão. A Constituição é clara. Separação de Poderes é elemento basilar da República. Mas não existe poder absoluto", disse.

Marinho afirmou ainda que procurou Fachin para discutir o que considera interferência de ministros do STF na Justiça Eleitoral. Entre os episódios citados estão decisões relacionadas às eleições suplementares no Rio de Janeiro.

Fachin também se reuniu nesta terça com a líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que deixou o STF sem falar com a imprensa.

As reuniões ocorrem dois dias após o primeiro turno das eleições, que ampliou fortemente a bancada do PL no Senado e fortaleceu a direita na Casa a partir de 2027. O novo cenário aumenta o peso político dos pedidos de impeachment de ministros do STF, uma das principais bandeiras do bolsonarismo, e já provoca preocupação em uma ala da Corte. Outros ministros, porém, consideram prematuro antecipar um confronto entre Supremo e Congresso.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.

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