Justiça
13/03/2026
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu destaque nesta sexta-feira (13) no julgamento que discute a suspensão das quebras de sigilo aprovadas pela CPI mista do INSS — entre elas, a do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com o pedido, o processo sai do plenário virtual da Corte — onde os ministros apenas registram seus votos no sistema — e será reiniciado em sessão presencial. A decisão também zera a votação já iniciada. Caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, marcar a data para a retomada da análise.
Até o momento, apenas o ministro Flávio Dino havia votado. Na quarta-feira (5), ele suspendeu as quebras dos sigilos bancário e fiscal aprovadas pela CPI e, nesta sexta, reafirmou o entendimento para manter a decisão.
A medida também beneficiou a empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Lulinha e apontada pela comissão como ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
A CPI aprovou 87 requerimentos de quebra de sigilo em 26 de fevereiro. As defesas questionaram o procedimento adotado pela comissão, que votou os pedidos em bloco. Na decisão liminar, Dino afirmou que “não é cabível o afastamento de direitos constitucionais no atacado”.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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