Justiça
12/09/2025
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria e condenou ontem (12) o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus pela participação na tentativa de golpe de Estado em 2022. A decisão atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República e definiu penas de prisão, além de sanções civis e administrativas, como inelegibilidade, perda de cargos e pagamento de indenização por danos morais coletivos.
Apesar da condenação, os réus não serão presos de imediato. O cumprimento das penas só ocorrerá com o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recursos. Até lá, a defesa poderá apresentar questionamentos e a própria Primeira Turma decidirá se eles são válidos ou não.
Entre os recursos previstos na legislação estão os embargos de declaração, usados para esclarecer pontos da decisão, e os embargos infringentes, cabíveis quando há divergência entre os votos dos ministros. O prazo para protocolar esses recursos só começa após a publicação do acórdão, que reúne o resultado e os votos do julgamento.
Enquanto os recursos não são julgados, os efeitos civis da decisão permanecem válidos, como a inelegibilidade dos condenados e a obrigação de pagar indenização por danos coletivos. A medida impacta diretamente Bolsonaro, que já estava inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outro processo.
Com a decisão de ontem, o STF reforça a responsabilização de autoridades civis e militares envolvidas nos atos de 2022. O julgamento segue sendo considerado histórico por juristas e deve influenciar o andamento de outras ações relacionadas à chamada “trama golpista”.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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