Eleições
19/10/2026
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu apresentar uma ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, de favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) por meio de seus algoritmos. A ofensiva jurídica pede a cassação da chapa presidencial do senador.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) aponta suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Segundo os advogados de Lula, ferramentas de inteligência artificial, sistemas de recomendação e mecanismos de anúncios teriam beneficiado Flávio e prejudicado o presidente.
A ação cita reportagem da Folha de S.Paulo que revelou mensagens internas de funcionários da Meta reconhecendo restrições à conta de Lula, enquanto perfis ligados a Flávio recebiam recomendações automáticas, prática proibida pelas regras eleitorais.
Entre os episódios mencionados está o bloqueio do impulsionamento de publicações de Lula no Instagram, em 9 de outubro, por quase 24 horas. A campanha também questiona a recomendação do canal “Tropa do Flávio” em buscas pelo “Exército de Lula” no WhatsApp.
Outro ponto é o alcance das publicações do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), aliado de Flávio. A ação cita um vídeo que alcançou 56,1 milhões de visualizações no Instagram, contra 396,4 mil no TikTok, como indício de possível amplificação algorítmica.
A campanha petista também aponta diferenças de engajamento entre os candidatos. Embora tenha menos seguidores, Flávio registra, segundo os dados apresentados, uma média de interações quase três vezes superior à de Lula.
O TSE já determinou tratamento igualitário aos candidatos. Em decisão de 15 de outubro, o ministro Marco Bellizze ordenou que a Meta corrigisse os problemas, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. Neste domingo (18), deu prazo de 24 horas para o cumprimento das exigências, ameaçando elevar a multa para R$ 1 milhão por dia.
A Meta nega qualquer interferência eleitoral ou favorecimento político. A empresa afirma que os problemas relatados decorreram de falhas técnicas distintas e que seus sistemas não são projetados para beneficiar candidatos ou partidos.
Na nova ação, a campanha de Lula pede acesso a informações sobre o funcionamento dos algoritmos e às mensagens internas da empresa para sustentar a acusação de interferência na disputa presidencial.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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