Justiça
07/10/2025
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou hoje (7) que algumas penas aplicadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 “ficaram elevadas”.
Ele ponderou, no entanto, que o julgamento foi necessário diante de uma tentativa de derrubar o Estado democrático.
“Eu concordo que algumas penas, sobretudo a dos executores que não eram mentores, ficaram elevadas, eu mesmo apliquei penas menores”, disse Barroso durante o 1º Seminário Judiciário e Sociedade, promovido pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
O ministro ressaltou ser favorável à redução das penas, mas contrário à anistia defendida por setores da direita.
Barroso também comentou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. “É um julgamento que continua a causar um certo mal-estar no país, porque o ex-presidente perdeu as eleições, mas teve 49% dos votos (...). A gente não pode deixar de julgar”, afirmou.
O ministro ainda destacou que há provas públicas sobre o chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato de autoridades e mostrava, segundo ele, que o Supremo apenas cumpriu seu dever de julgar os fatos.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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